O Governo dos Açores anunciou um apoio de 2,4 milhões de euros para a manutenção de 156 hectares de vinha na ilha do Pico, classificada como Património Mundial da UNESCO há dez anos.
Os subsídios serão distribuídos por 214 beneficiários, os quais já estão “contratados” e vão permitir estancar o processo de abandono dos currais de vinha característicos do Pico, revela Luís Neto Viveiros, secretário regional dos Recursos Naturais.
“Estes apoios asseguram a manutenção, a médio prazo, de uma área superior a 240 hectares, que representa a duplicação da área de vinha existente na zona de intervenção e a consolidação de uma paisagem vitícola viva, com características únicas e uma crescente relevância económica e social”, destacou, em São Roque do Pico, durante a apresentação do programa de comemorações dos dez anos de classificação atribuída pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).
O titular da pasta da Agricultura lembrou que, desde a criação dos primeiros sistemas de incentivos à reabilitação da cultura da vinha do Pico, em 2004, e até 2012, foram aprovadas 118 candidaturas, correspondendo a uma área de 116,5 hectares e a um apoio de 2,3 milhões de euros.
Em 2013 foram aprovadas 52 candidaturas, correspondendo a uma área a reabilitar de 65,72 hectares, ou seja, uma área superior a “todos os projetos aprovados” nos nove anos anteriores.
Para assinalar os dez anos da classificação das vinhas do Pico como Património Mundial da UNESCO, o Governo dos Açores desenvolverá, até dez de novembro, um conjunto de atividades.
A UNESCO classificou em 2004 a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico como Património Mundial, na categoria de paisagem cultural. Com uma área de 987 hectares e a respetiva zona tampão de 1.924 hectares, esta parcela protegida está implantada em campos de lava e enquadrada numa paisagem de extrema beleza natural, no qual se destacam os currais de vinhas e de figueiras, separados pelos muros de basalto negro.
Com Lusa.






















